Encontro de Arquitetura da Informação em BH

Trabalho há seis anos na mesma empresa e tenho pouco contato com outros profissionais do meio, além dos meus próprios colegas na mediadesign. Esse fato não me incomoda de forma alguma, mas é sempre bom conhecer pessoas que têm os mesmos interesses que a gente.

Eventualmente acontecem, no morno mercado de internet belorizontino, eventos legais que proporcionam encontros assim.

A partir da lista de discussão em português do Information Arquitecture Institute foi organizado o primeiro encontro dos profissionais de arquitetura da informação de Belo Horizonte, que aconteceu ontem. As mensagens desta lista estão acumuladas na minha caixa de e-mail, por isso eu não vi o pessoal combinando tudo. Ainda bem que o Eduardo, meu colega de curso, me avisou durante a aula.

A música na Livraria da Travessa acabou atrabalhando um pouco o papo, mas não nos impediu de conversar um bocado sobre assuntos variados e, principalmente… AI.

Descobri que há em Belo Horizonte uma outra empresa especializada em usabilidade e experiência do usuário, além da Latitude14.

Na turma estavam as meninas da Vila Rica – que têm a coragem de apostar na especialização em arquitetura da informação mesmo estando em BH –, o Sérgio Jardim – que eu conheço desde o workshop de usabilidade –, o Rafael Apocalypse – que também gosta do CodeIgniter e do Texpattern! – e, claro, o Eduardo Loureiro, que estuda design de interação comigo.

Foi algo bem informal – o que eu acho muito bom pra um primeiro encontro – e faltaram algumas pessoas que disseram que iriam, mas já ficou combinado de prepararmos outras seções mais focadas em assuntos específicos da AI. E eu vou tentar ir contando tudo por aqui…

Publicado 05/07/2007 às 17h34 | Comentários (2)

Você quer um portal ou uma página?

Saiu hoje no Yahoo! News uma matéria sobre a enquete que supostamente elegeu as palavras de internet mais odiadas. Ganharam coisas como blog, netiquette, cookie e wiki. Me fez lembrar que também tenho duas palavrinhas que causam pelo menos coceira quando ouço: portal e página.

Chega a ser engraçado: muito empresário desavisado que quer refazer um site com um conteúdo mais abrangente que o anterior acaba concluindo que quer “criar o portal da empresa”. Como se portal fosse o superlativo de site. Vai entender…

Já a outra anda perdendo popularidade, mas vira-e-mexe a gente ouve por aí alguém dizendo que “tem uma página na internet”. Automaticamente me vem o comentário mental: “coitado… só uma?!”

É verdade que existem vários sites de uma página só que são bem legais, mas acho que não é bem isso que a pessoa quis comunicar.

Corrigir ou deixar pra lá?

Publicado 21/06/2007 às 15h55 | Comentários (4)

Vídeo sobre acessibilidade na web

Se você ainda não viu, o vídeo Acessibilidade na web: custo ou benefício? pode ser assistido no Videolog do UOL ou baixado em vários formatos no site do grupo Acesso Digital.

É uma iniciativa extremamente importante que deve ser propagada e reforçada até que todos os profissionais ligados à web tomem consciência e passem a se importar de verdade com acessibilidade. Depende de nós ajudar nessa divulgação e, principalmente, colocar em prática essas idéias.

Publicado 28/05/2007 às 15h16 | Comentários (1)

Americanas.com anda me incomodando

Venho tentando há mais de um mês, sem sucesso, fazer com que a Americanas.com pare de me enviar propaganda por e-mail.

Minha primeira tentativa foi usando o link para descadastramento que eles fornecem no corpo das mensagens, mas não funcionou. Na semana seguinte estava lá a propaganda, mais indesejada ainda.

A segunda tentativa foi desmarcar a opção de recebimento dentro do meu cadastro no site. Mais uma vez, nada.

Daí não vi outra forma, a não ser reclamar verbalmente, por meio do bom e velho e-mail. Mandei meus xingamentos pelo endereço do SAC e aguardei. Prontamente, no dia seguinte, recebi um e-mail de resposta… vazio.

Até conferi o código fonte pra saber se era um problema de exibição do Gmail, mas não era. O bicho estava vazio mesmo. De qualquer forma imaginei que esta resposta, apesar de não dizer nada, significava alguma coisa. Finalmente eu havia me livrado deles. Mais um engano.

E agora, Lombardi, qual é a solução? É simples, Sílvio: a partir de agora, todo e-mail deles que chega pra mim é spam e eu denuncio ao Gmail como tal. O bacana é que cada denúncia minha se reflete na forma que o Gmail trata as mensagens da Americanas.com para os outros usuários. Nada como a democracia dois-ponto-zero.

Isso me lembra um outro caso patético de desrespeito ao cliente.

Publicado 08/05/2007 às 02h55 | Comentários (0)

Comércio eletrônico e custo de troca

No geral, minha primeira experiência de compra na Livraria Cultura foi muito boa. Pena que, ao preencher o formulário de cadastro e tentar continuar a compra a partir dali, recebi uma mensagem grande e vermelha no meio da tela: “Sessão Encerrada”.

Que sessão? Nem me cadastrei ainda e ele está dizendo que a minha seção encerrou?

Como já tenho uma noção de como esse negócio de sessão funciona, simplesmente tentei novamente. Mas imagino que o comprador comum da Livraria Cultura não tem a menor idéia do que é isso e ficaria suficientemente assustado para tentar a compra na “loja mais próxima”.

O cenário me remete a três conceitos passados hoje na aula de usabilidade:

  1. Você deve falar o idioma do seu usuário: ao invés de “Sessão encerrada”, eles deveriam explicar que devido ao tempo de inatividade, por segurança, o usuário deveria se logar novamente.
  2. Testar, testar e testar: assim talvez eles descobririam que o formulário está longo demais — levando muito tempo pra ser preenchido — ou que o tempo da seção está muito curto. Ou ainda melhor: não estabelecer uma seção se o usuário ainda nem está cadastrado no site, o que é mais uma falha técnica que funcional.
  3. Quanto menor for o custo de troca, maior deve ser a preocupação com usabilidade. Entenda-se por “custo de troca” o nível de esforço que seu cliente tem em trocar seu produto ou serviço pelo do seu concorrente. Talvez um site de comércio eletrônico seja o caso mais crítico de baixo custo de troca, já que a “loja mais próxima” nunca esteve tão perto.
Publicado 21/03/2007 às 05h04 | Comentários (3)