Mais um Dia Mundial da Usabilidade

Ontem foi o Dia Mundial da Usabilidade. Ou seja, dia de ao ir ao Instituto de Educação Continuada da PUC Minas, desde 2005. Só que dessa vez foi um pouco diferente pra mim, pois participei da organização.

A Latitude14, o IEC/PUC Minas e o curso de Especialização em Design de Interação promoveram o DMU 2008 em Belo Horizonte. No evento deste ano tivemos seis palestras e, em paralelo, a apresentação do Projeto Aqua, da Cúmplice.

As fotos que tirei já estão disponíveis no Flickr. Em breve publicaremos os slides e vídeos das apresentações no site do evento.

Publicado 14/11/2008 às 08h29 | Comentários (1)

Série de entrevistas com designers de interação

Eu sou suspeito pra falar, pois são meus sócios, mas achei excelente a iniciativa do Leandro e da Karine de fazer uma série de entrevistas com outros designers de interação, falando sobre a trajetória profissional e o contexto de trabalho de cada um. Acho importante pra gente ter essa referência, saber como é, na prática, o trabalho em empresas que investem pesado em experiência do usuário.

Por enquanto, eles publicaram uma entrevista em cada blog:

E tem mais vindo por aí.

Publicado 05/11/2008 às 09h11 | Comentários (0)

Ao invés de redesign, uma abordagem estilo Agile

Temos conversado muito aqui na Latitude14 sobre a aplicação dos conceitos de desenvolvimento ágil (ou Agile) no processo de design com foco na experiência do usuário. Tentamos herdar idéias como:

  • começar desenvolvendo somente a essência, a menor unidade de um sistema (sem perder a visão do todo, claro);
  • colocar o produto nas mãos do usuário para se ter feedback o mais cedo possível (iterar cedo para iterar mais); e
  • reduzir a burocracia e a documentação (documentos e relatórios mais “digeríveis”).

Falei um pouco disso num post anterior. A Karine também escreveu um post bem esclarecedor sobre o assunto no blog dela. Vemos que maioria dos projetos pode se beneficiar dessa abordagem, até mesmo produtos que já estão prontos.

Onde quero chegar com isso: existe uma cultura fortíssima de redesign no mercado. Pelo menos é o que constatamos, de forma muito evidente, aqui em Belo Horizonte, principalmente quando se fala em websites.

Não sei dizer se é uma estratégia das produtoras e agências para obter mais lucro, se ainda não pensaram em trabalhar de outra forma, ou se os clientes demandam redesigns sempre e elas não têm argumentos para justificar uma abordagem incremental. Talvez as três coisas.

Quando se faz um redesign completo, não há tempo de aprender o suficiente e acaba-se focando somente nos problemas principais do produto anterior. Fatalmente, numa nova versão, também surgem novos problemas, que serão cobertos muito depois, num novo redesign, já que a verba se foi toda no primeiro.

Como gostam de dizer os gringos, “joga-se fora o bebê junto com a água da banheira”. E aí ficamos nesse ciclo vicioso, no qual nunca se chega a um produto totalmente maduro. Melhoram-se alguns aspectos enquanto surgem novos, os projetos duram vários meses e, quando vão ao ar, já têm problemas congênitos.

Quando foi a última vez que você viu um redesign completo da Amazon ou da Netflix, por exemplo? O mesmo vale para o Google e o Yahoo!, que fazem melhoras constantes e seus produtos, ao invés de jogar tudo no chão e reconstruir do zero. São empresas que têm essa mentalidade, não porquê são grandes, mas porque precisam construir produtos sólidos, com o mínimo de risco possível.

Se é feito inicialmente um estudo mais criteiroso dos problemas que existem na versão atual de um produto, de forma a ordená-los em ordem de criticidade, é possível quebrar o grande redesign em pequenos projetos.

Refazer ou melhorar somente uma pequena parte ou aspecto de uma aplicação ou website faz com que aquele seja um produto melhor num prazo muito mais curto. Além disso, aprende-se sobre o contexto, os usuários e outros stakeholders no processo. E esse aprendizado é reaproveitado nos “mini-projetos” seguintes.

Publicado 24/09/2008 às 07h01 | Comentários (5)

Usabilidade de cupom fiscal

Cupom fiscal com muitas informações e códigos

Será que é tão difícil tornar essas porcarias mais legíveis? Bastaria destacar as informações mais importantes (como data da compra, nome do estabelecimento e valores) e isolar os milhões de códigos e números inúteis.

Publicado 26/08/2008 às 14h16 | Comentários (6)

Leah Buley: a equipe de uma pessoa só

Durante o iA Summit 2008, Leah Buley deu uma palestra sobre como ser uma “equipe de user experience de uma pessoa só”. Tendo passado pela experiência de trabalhar numa empresa onde só ela era responsável por todos os aspectos da experiência do usuário nos produtos — e em seguida ter ido para a Adaptive Path — ela dá dicas de como guiar o processo de geração e posterior filtragem de idéias. Durante a apresentação, enfatiza as vantagens de sempre envolver outras pessoas, mesmo que não sejam especialistas nessa área.

As lições podem ser aplicadas não só no contexto de “equipe de uma pessoa só”, mas também, perfeitamente, em equipes maiores.

Achei bem interessante o fato dos slides serem todos desenhados a mão, o que reforça a prática sugerida de gerar idéias à exaustão, no papel e caneta, antes de pular pra frente do computador.

Os slides, com o áudio da apresentação, estão disponíveis no SlideShare.

Publicado 12/07/2008 às 11h42 | Comentários (0)