Não basta matar tabelas, tem que ser acessível
Muitos dos grandes sites brasileiros convertidos para tableless não têm ainda um código de qualidade. Neste caso, o termo tableless é apropriado, pois eles somente exterminam as tabelas do código, mas a acessibilidade e a semântica fica, na maioria dos casos, muito prejudicada. É claro que a iniciativa é louvável. Afinal é o primeiro passo, mas já que a coisa está sendo feita, porquê não fazer direito de uma vez?
Talvez isso seja reflexo de uma visão extremamente capitalista. Dentre as várias vantagens de se usar os standards, eles só enxergam uma: redução no consumo de banda, ou seja, economia imediata de din-din.

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Geralmente o que acontece com projetos grandes, que vem de banco etc, há realmente uma dificuldasde gigantesca em se migrar código de banco, extrair tags não mais usadas etc. As soluções encontradas não serão para transformar 100% em webstandards, e sim, minimizar o lixo. As vezes é impossível aplicar webstandards nessas condições.
Mas ao mesmo tempo, ficar batendo palmas para sites “paliativos” que trocaram divs por tabelas eu não concordo.
Existem dezenas de motivos para um grande site não ser totalmente convertido em apenas um passo, dentre tantos, posso citar alguns:
– É muito dificil (impossível) fazer um jornalista escrever XHTML válido em uma caixa de inserção de conteúdo.
– Não existe um componente que exiba RichText e dê como saída um XHTML limpo.
– Os custos de se migrar todo um banco de dados já existente que tem tags tag-soap para “código limpo” é imenso, inviável.
– O tempo disponível para montagem das páginas é, quase sempre, desumano. Vocês nem imaginam que tipo de milagres nós, montadores páginas de grandes portais, fazemos para cumprir prazos.
– Quanto maior o número de pessoas para montar as páginas, maior probabilidade de inconsistências no código, isso é óbvio.
No mais, realmente, ás vezes só se pensa na parte financeira da coisa, estou sempre tentando frizar a parte “humanista”.
Parabéns pelo seu site, é muito bom.
Mas uma coisa que você disse me chamou a atenção e acho que merece até virar um post: não seria um requisito para um jornalista web ou “webwriter” saber pelo menos marcar basicamente um texto com tags HTML?
Bem que os “web writers” podiam mesmo fazer um curso de marcação semântica de conteúdo. Nada de explicar comportamento de floats ou background-images, o foco deveriam ser as tags XHTML, principalmente as chamadas phrase-elements, como abbr, key, blockquote, q, acronym etc.