Escolhi a autodidática

Me considero um autodidata. Grande parte do conhecimento que uso atualmente no trabalho aprendi por conta própria, graças a alguns livros comprados na Amazon, um inglês bastante razoável e muita leitura na internet.

Nunca fui um aluno exemplar. Pra mim, o ensino nas escolas sempre funcionou assim:

  1. assiste uma aula
  2. faz um exercício
  3. estuda, estuda, estuda
  4. faz prova
  5. esquece tudo

Por isso prefiro meu ritmo de aprendizado em espiral: compro um livro e leio a primeira vez, captando só a superfície. Complemento com alguma leitura na internet e depois deixo aquilo de lado, fermentando no meu subconsciente e, claro, aplicando no trabalho a parte que aprendi. Algum tempo depois retorno àquele assunto e descubro nuances e detalhes novos que não havia percebido na primeira leitura. Refaço o ciclo várias vezes, me aprofundando a cada volta.

O lado negativo disso é que levo mais tempo para aprender e não tenho uma comprovação formal de que realmente conheço bem aquele assunto. Mas prefiro desse jeito, pois aprendo de verdade e isso se reflete no meu trabalho, o que acaba virando a prova do que sei.

Também sai bem mais barato que fazer vários cursos. Pra piorar, eu teria que sair da minha cidade (ou até do meu país) para encontrar os cursos que eu gostaria de fazer (se alguém souber de algum curso na área de arquitetura da informação ou interface humano-computador aqui em Belo Horizonte, tanto de extensão como de pós-graduação, por favor, me fale).

Publicado em 02/08/2005