O aparelho é barato, mas o refil é um roubo

Este post é um desabafo de consumidor ultrajado. Tem pouco a ver com os assuntos gerais deste blog, mas acho válido divulgar.

Recentemente comprei um rotulador eletrônico Brother PT-65, de acordo com a recomendação do David Allen no livro Getting Things Done (GTD), para organizar meus envelopes de arquivo e de projetos. Existem outros tipos e marcas, mas este é o que eu gostei mais da aparência e é exatamente o modelo que vejo em fotos no Flikr de vários praticantes do GTD.

O aparelhinho custou R$ 79,00 e me atendeu bem até uma semana atrás, quando a fita de impressão de rótulos acabou. Acontece que, quando pesquisei o preço de uma fita de reposição, descobri que custa R$ 45,40 – mais da metade do preço da máquina que já vem com uma fita.

Conclusão: a Brother está usando exatamente a mesma estratégia dos fabricantes de impressoras a jato de tinta, que cobram uma mixaria pelo aparelho e depois descontam no preço absurdo do cartucho. E a Dymo, outra fabricante desse tipo de aparelho, faz o mesmo.

É o fim da linha pro meu rotulador. Vou colocá-lo de volta na caixa e guardar no alto do armário.

Portanto, se você usa o método GTD ou, por qualquer outro motivo, pensa em adquirir um rotulador eletrônico, minha recomendação é clara: não compre!

E quando for comprar algo que precise de refil, não seja bobo como eu, verifique se o preço é razoável e se há alternativas no mercado.

Publicado em 12/04/2008