Ajax e acessibilidade
Até pouco tempo as atenções sobre os padrões web estavam voltadas somente para XHTML e CSS. Grande parte dos profissionais os adotou e aprendeu a se preocupar com acessibilidade, semântica, validação e tudo mais. Agora, com a popularização do Ajax, começa-se a explorar mais o DOM, a camada de comportamento.
É um passo importante e, para não corrermos o risco de perder o rumo novamente, não podemos esquecer as bases fundamentais aprendidas na chegada dos padrões. Me refiro ao frenesi em torno do Ajax e o que o mau uso dele pode acarretar em termos de acessibilidade. Vamos lembrar do que se fez com o Flash há algum tempo e evitar com todas as forças que aconteça de novo.
Traduzindo Jakob Nielsen numa entrevista:
A “nerdisse” do nome Ajax me dá esperança de que ele será usado para causas de mais valor que aquelas características do Flash. Arruinado por seu próprio nome, o Flash tinha potencial similar, mas foi tão abusado pelo design “flasheiro” que nunca teve sucesso em acrescentar alguma funcionalidade útil à web.
Com a manipulação do DOM em jogo, o ideal para se manter a acessibilidade intacta é fazer com que as páginas continuem a funcionar em qualquer dos três cenários possíveis:
- XHTML puro (sem CSS e sem Javascript)
- XHTML + CSS (sem Javascript)
- XHTML + Javascript (sem CSS)
Ou seja: XHTML é a base estrutural e por isso deve ter a maior atenção. CSS e Javascript são seus servos e vêm para incrementar a experiência do usuário. Portanto, as funcionalidades do Javascript nunca devem substituir o processamento feito no servidor, da forma tradicional.
Leitura recomendada:
- Digital Web Magazine: Building Accessible Widgets for the Web
- SitePoint: Interview with Jakob Nielsen
- Standards-schmandards: AJAX and Accessibility

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Perfeito seu post.
Parabéns!
“mas foi tão abusado pelo design “flasheiro” que nunca teve sucesso em acrescentar alguma funcionalidade útil à web.” discordo de Nielsen com esse nunca. Olhem as aplicações adobe que estão surgindo em flash.. Kuler. São magníficas! Não é possível falar isso hoje em dia, na minha opinião.
algum livro em português??