Precisamos de porta-moedas mais adequados

O Banco Central anda reclamando de que estamos segurando as moedas dentro de casa e fez até uma campanha para quebrarmos os cofrinhos e colocarmos nossas pratinhas de volta à ativa.

De certa forma, eles têm razão: o comércio fica em dificuldade sem moedas, portanto não devemos armazená-las em casa. Lugar de guardar dinheiro é no banco. Mas, por “outro lado”, há também uma boa carga de culpa do BC nisso. Afinal de contas, temos hoje 11 tipos de moeda em circulação, com valores, tamanhos e cores diferentes.

Moedas do Brasil

A dificuldade de transportar e utilizar moedas tem feito as pessoas terem ainda mais preguiça de usá-las. Quem nunca ouviu alguém dizer que detesta moedas?

Com uma bolsinha cheia na mão, encontrar os valores certos para pagar a passagem numa roleta de ônibus – com dez pessoas atrás, esperando para passar – é uma tarefa no mínimo desagradável.

Porta moedas

Essa variedade grande de moedas dificulta, inclusive, que se crie soluções que facilitem a lida, como aquele dispositivo de plástico com molinhas, muito vendido pelos camelôs há alguns anos.

Numa pesquisa rápida no Google, o único tipo de porta-moedas que encontrei por aqui foi a bolsinha com zíper. E pelo que já observei, é a solução adotada pela maioria das pessoas.

Claro que dentro de alguns anos o dinheiro será totalmente digital, mas não creio que esse dia chegará logo. Sendo assim, há uma boa oportunidade para nós, designers, propormos soluções de produtos que possam facilitar o transporte e manuseio das moedas – se é que ainda não existem. Alguém se habilita?

IxDA usa forma de autenticação inovadora

Para se cadastrar no site da IxDA não é necessário definir uma senha. Você informa simplesmente seu nome e e-mail para que seja enviada uma mensagem de confirmação. Depois basta acessar o link que vem nessa mensagem. A partir daí, sempre que usar esse navegador, nessa mesma máquina, você não precisa mais se logar.

Para “validar” outros computadores, o processo da mensagem de confirmação deve ser repetido.

Bem legal, mas poderia ser um problema, caso o usuário fizesse a autenticação a partir de um computador público e esquecesse de dar logout. Certamente o designer identificou o contexto que permite o uso desse método:

  • os membros acessam o site sempre dos mesmos computadores, nos quais possuem suas próprias contas de usuário;
  • é um público familiarizado com internet o suficiente para não se logar ao site a partir de qualquer lugar;
  • o site não precisa armazenar informações críticas dos membros.

Impressões sobre o 1º Ebai

De volta a BH depois de 14 horas de palestras, 4 coffee-break, 2 almoços e 2 happy-hour de pura convivência com arquitetos de informação e designers de interação do brasil todo, as impressões sobre 1º Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação não poderiam ser melhores.

O conteúdo de todas as palestras foi interessante e bastante pertinente. Para citar alguns que, a meu ver, se destacaram:

  • Abel Reis, “o cara” da Agência Click deu uma aula com toda a sua experiência;
  • Fred van Amstel, de forma descontraída e inteligente falou de Folcsonomia: Vocabulário Descontrolado, Anarquitetura da Informação ou Samba do Crioulo Doido?;
  • No ponto alto do evento, Lêda Spelta do Acesso Digital, com um carisma incrível, colocou direto na corrente sangüínea de todo mundo a importância da acessibilidade na web, fechando com a apresentação do vídeo que eles produziram ; e
  • pra fechar, o Guilhermo mostrou, de forma clara e objetiva, um panorama completo da arquitetura de informação no Brasil;

Nos intervalos e nos dois happy-hour foi possível interagir com todo mundo. O jogo de cartas da Try tornou a coisa mais divertida ainda: eles distribuíram, para cada participante, 12 cartas repetidas. Cada um deveria trocar as suas com os outros, de forma a completar um conjunto inteiro, para então poder participar do sorteio de encerramento. O legal é que cada carta tinha foto e a descrição de uma técnica de design centrado no usuário, como aquelas da IDEO.

Além da Try, o evendo foi patrocinado também pela Mapa Digital, que até então se chamava Vila Rica e aproveitou o evento para divulgar sua nova identidade e novo posicionamento estratégico.

Pra quem quer ver como a coisa estava animada, as fotos já estão pipocando no Flickr.

Guilhermo, Carol e a JumpEducation estão de parabéns pela organização impecável e, se forem encarar a empreitada novamente, podem contar com a minha presença para o ano que vem.

FamFamFam é pop

É impressão minha ou toda aplicação web nova que aparece por aí usa os ícones do FamFamFam ? Eu particularmente os acho muito úteis e também estou aplicando em alguns trabalhos – afinal, quem não está? Mas imagino que deve ter muito designer por aí marretando a mesmisse.

E você, o que acha disso?

Encontro de Arquitetura da Informação em BH

Trabalho há seis anos na mesma empresa e tenho pouco contato com outros profissionais do meio, além dos meus próprios colegas na mediadesign. Esse fato não me incomoda de forma alguma, mas é sempre bom conhecer pessoas que têm os mesmos interesses que a gente.

Eventualmente acontecem, no morno mercado de internet belorizontino, eventos legais que proporcionam encontros assim.

A partir da lista de discussão em português do Information Arquitecture Institute foi organizado o primeiro encontro dos profissionais de arquitetura da informação de Belo Horizonte, que aconteceu ontem. As mensagens desta lista estão acumuladas na minha caixa de e-mail, por isso eu não vi o pessoal combinando tudo. Ainda bem que o Eduardo, meu colega de curso, me avisou durante a aula.

A música na Livraria da Travessa acabou atrabalhando um pouco o papo, mas não nos impediu de conversar um bocado sobre assuntos variados e, principalmente… AI.

Descobri que há em Belo Horizonte uma outra empresa especializada em usabilidade e experiência do usuário, além da Latitude14.

Na turma estavam as meninas da Vila Rica – que têm a coragem de apostar na especialização em arquitetura da informação mesmo estando em BH –, o Sérgio Jardim – que eu conheço desde o workshop de usabilidade –, o Rafael Apocalypse – que também gosta do CodeIgniter e do Texpattern! – e, claro, o Eduardo Loureiro, que estuda design de interação comigo.

Foi algo bem informal – o que eu acho muito bom pra um primeiro encontro – e faltaram algumas pessoas que disseram que iriam, mas já ficou combinado de prepararmos outras seções mais focadas em assuntos específicos da AI. E eu vou tentar ir contando tudo por aqui…

Vídeo sobre acessibilidade na web

Se você ainda não viu, o vídeo Acessibilidade na web: custo ou benefício? pode ser assistido no Videolog do UOL ou baixado em vários formatos no site do grupo Acesso Digital.

É uma iniciativa extremamente importante que deve ser propagada e reforçada até que todos os profissionais ligados à web tomem consciência e passem a se importar de verdade com acessibilidade. Depende de nós ajudar nessa divulgação e, principalmente, colocar em prática essas idéias.

Comércio eletrônico e custo de troca

No geral, minha primeira experiência de compra na Livraria Cultura foi muito boa. Pena que, ao preencher o formulário de cadastro e tentar continuar a compra a partir dali, recebi uma mensagem grande e vermelha no meio da tela: “Sessão Encerrada”.

Que sessão? Nem me cadastrei ainda e ele está dizendo que a minha seção encerrou?

Como já tenho uma noção de como esse negócio de sessão funciona, simplesmente tentei novamente. Mas imagino que o comprador comum da Livraria Cultura não tem a menor idéia do que é isso e ficaria suficientemente assustado para tentar a compra na “loja mais próxima”.

O cenário me remete a três conceitos passados hoje na aula de usabilidade:

  1. Você deve falar o idioma do seu usuário: ao invés de “Sessão encerrada”, eles deveriam explicar que devido ao tempo de inatividade, por segurança, o usuário deveria se logar novamente.
  2. Testar, testar e testar: assim talvez eles descobririam que o formulário está longo demais — levando muito tempo pra ser preenchido — ou que o tempo da seção está muito curto. Ou ainda melhor: não estabelecer uma seção se o usuário ainda nem está cadastrado no site, o que é mais uma falha técnica que funcional.
  3. Quanto menor for o custo de troca, maior deve ser a preocupação com usabilidade. Entenda-se por “custo de troca” o nível de esforço que seu cliente tem em trocar seu produto ou serviço pelo do seu concorrente. Talvez um site de comércio eletrônico seja o caso mais crítico de baixo custo de troca, já que a “loja mais próxima” nunca esteve tão perto.

O maior drop-down do mundo

Para publicar um anúncio no Jornal Balcão através do site, você deve encontrar a categoria que deseja colocá-lo num drop-down com, nada mais, nada menos que quatro mil quatrocentas e trinta e seis opções!

De volta à escola: especialização em design de interação

Mais de um mês sem postar e eu estou de volta pra dar uma notícia ótima (tudo bem, é mais “ótima” pra mim que pra você, mas que é pelo menos boa, ah, isso é).

É o seguinte: a PUC Minas divulgou hoje o resultado da seleção para os cursos da pós-graduação de 2007 e, para minha alegria, meu nome estava na lista dos selecionados para a Especialização em Design de Interação. As aulas começam só dia 13, mas confesso que já estou até com uma certa ansiedade.

O curso é coordenado pelo Caio Cesar e o Daniel Alenquer, os mesmos que organizaram o Workshop de Usabilidade e Projetos de Interação na PUC Minas em 2006 e participaram da organização das palestras do Dia Mundial da Usabilidade de 2005 e 2006 em Belo Horizonte.

Tenho certeza que vai ser bem proveitoso. Olha só o programa:

  • Fundamentos de design de interação
  • Fatores humanos
  • Estilos de interação
  • Design centrado no usuário I e II
  • Prototipação
  • Usabilidade
  • Métodos e técnicas de avaliação I, II e III
  • Workshops de projetos de interação
  • Workshops de análise de usabilidade
  • Tópicos I: acessibilidade
  • Tópicos II: tendências do design de interação
  • Metodologia do ensino superior (optativa)

O que não vai faltar este ano é assunto pra postar aqui.