Teremos um livro sobre os padrões

O Henrique Costa Pereira e o Diego Eis estão escrevendo um livro sobre web standards. Um baita desafio, mas estou certo de que eles não vão ter tanta dificuldade, tendo em vista a qualidade, o volume e regularidade com que escrevem em seus blogs. Pode saber que vem coisa boa por aí.

O Brasil é muito carente de publicações nessa área. Na verdade, além do livro do Zeldman (que é muito bom pra quem está começando, mas só arranha a superfície do ponto de vista técnico), não conheço nenhum outro em português.

Provavelmente essa é a lacuna que eles pretendem preencher: as minúcias técnicas do CSS e o XHTML semântico e acessível, o processo de produção, um pouco de microformats, etc. Um apanhado melhorado e organizado dos melhores artigos deles. Tudo que o pessoal que ainda está nas tabelas precisa pra começar a trabalhar corretamente.

Será que é isso mesmo? É aguardar pra ver.

Wireframes em XHTML

Ao que tudo indica, o uso do XHTML para produção de wireframes vai em breve se tornar padrão, substituindo o Visio e outros softwares gráficos, como Illustrator e InDesign.

O interessante disso é poder entregar ao designer gráfico—ou visual designer—a estrutura das páginas pronta (com e classes, DIVs e IDs definidos). Assim ele trabalha de uma forma parecida com o que se faz no CSS Zen Garden. Ao mesmo tempo, a parte de programação server-side também pode começar a ser desenvolvida.

Gene Smith dá uma breve introdução e no Boxes and Arrows um artigo maior fala sobre o assunto.

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Update (28/06/2006): Finalmente encontrei o link que desencadeou esse post. É uma apresentação feita por Christina Wodtke e Nate Koechley na conferência Webvisions 2004.

Meu hCard

Na onda dos Microformats, coloquei a minha breve descrição na página de entrada deste blog no formato hCard. Ficou assim:

<p class="vcard"><a class="url fn" href="http://www.zeroseis.com.br/">Fabrício Marchezini</a> é <span class="title">designer de interface e desenvolvedor web</span> na <a href="http://www.ah.com.br/" class="org">mediadesign</a> e freelancer em <span class="adr"><span class="locality">Belo Horizonte</span>, <span class="region">MG</span>, <span class="country-name">Brasil</span></span>. Trabalha com design impresso desde 1994 e com internet desde 1998. <a href="mailto:fabriciomarchezini@gmail.com" class="email"><img src="/_img/envelope.gif" alt="" /> Email</a></p>

Revolução do CSS

Bela iniciativa do Henrique C. Pereira:

Estou lançando aqui o Revolução do CSS, um site nos moldes do CSS Zen Garden onde você poderá criar sua própria versão com o tema da sua escolha, sem alterar o XHTML e fazê-lo 100% em CSS. A cada novo layout publicado, criarei um post específico e darei a você um espaço para comentar sobre o tema, o CSS e tecer suas críticas pessoais. É uma ótima maneira de aprender e ensinar CSS, dando soluções diferentes ao mesmo problema. Achei que esta seria uma ótima maneira de estimular a comunidade de desenvolvedores web que cresce a cada dia no Brasil.

Leia o post na íntegra.

Língua estrangeira no XHTML

Qual seria a forma mais correta para se marcar termos em língua estrangeira no XHTML? Nos velhos tempos, mandávamos um <i>, e pronto, mas atualmente esta não é mais considerada uma atitude educada.

Que tal um <span> com o atributo lang? Por exemplo, um texto em francês ficaria:

<span lang="fr">je ne parle pas français</span>

Depois é só colocar em itálico via CSS:

span[lang~="fr"] { font-style: italic; }

Pena que esse CSS ainda não funciona no Internet Explorer (pra variar)…

Update (11/11/2006): a verdade é que desde quando escrevi este post mudei um pouco de opinião. Usando <span>, o texto marcado com lang="xx" não recebe nenhum tratamento visual onde o CSS não é processado (em agregadores, por exemplo). Portanto, voltei a usar desta forma: <i lang="xx">. Foge um pouco da premissa de usar o HTML somente para estrutura (ao invés de estilo), mas resolve o problema e ainda é XHTML 1.0 válido.