Tchau, Newshutch... (snif!)

Eu estava com um post quase pronto falando sobre o meu test-drive no Google Reader e minha conclusão de que gosto mesmo é de ler meus feeds no Newshutch, quando me deparei com esta mensagem ao acessá-lo:

Newshutch service will end on November 10th, 2007.

Be sure to export your OPML feedlist and migrate to another feed reader before that date.

For details about how we reached our decision and what we learned from building Newshutch, see our farewell blog post. Thanks to everyone who used and supported Newshutch!

Tchau, amigo. Vou sentir saudade da sua interface explicitamente simples, com nada mais, nada menos do que eu precisava.

Update [21/11/2007]: apesar de terem anunciado o fim da linha para o dia 10 de novembro, o Newshutch continua funcionando normalmente. Será que os caras trancaram a porta e esqueceram de puxar o plug? Ou será que mudaram de idéia? (Como é que é mesmo aquele ditado sobre a esperança?)

Impressões sobre o 1º Ebai

De volta a BH depois de 14 horas de palestras, 4 coffee-break, 2 almoços e 2 happy-hour de pura convivência com arquitetos de informação e designers de interação do brasil todo, as impressões sobre 1º Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação não poderiam ser melhores.

O conteúdo de todas as palestras foi interessante e bastante pertinente. Para citar alguns que, a meu ver, se destacaram:

  • Abel Reis, “o cara” da Agência Click deu uma aula com toda a sua experiência;
  • Fred van Amstel, de forma descontraída e inteligente falou de Folcsonomia: Vocabulário Descontrolado, Anarquitetura da Informação ou Samba do Crioulo Doido?;
  • No ponto alto do evento, Lêda Spelta do Acesso Digital, com um carisma incrível, colocou direto na corrente sangüínea de todo mundo a importância da acessibilidade na web, fechando com a apresentação do vídeo que eles produziram ; e
  • pra fechar, o Guilhermo mostrou, de forma clara e objetiva, um panorama completo da arquitetura de informação no Brasil;

Nos intervalos e nos dois happy-hour foi possível interagir com todo mundo. O jogo de cartas da Try tornou a coisa mais divertida ainda: eles distribuíram, para cada participante, 12 cartas repetidas. Cada um deveria trocar as suas com os outros, de forma a completar um conjunto inteiro, para então poder participar do sorteio de encerramento. O legal é que cada carta tinha foto e a descrição de uma técnica de design centrado no usuário, como aquelas da IDEO.

Além da Try, o evendo foi patrocinado também pela Mapa Digital, que até então se chamava Vila Rica e aproveitou o evento para divulgar sua nova identidade e novo posicionamento estratégico.

Pra quem quer ver como a coisa estava animada, as fotos já estão pipocando no Flickr.

Guilhermo, Carol e a JumpEducation estão de parabéns pela organização impecável e, se forem encarar a empreitada novamente, podem contar com a minha presença para o ano que vem.

FamFamFam é pop

É impressão minha ou toda aplicação web nova que aparece por aí usa os ícones do FamFamFam ? Eu particularmente os acho muito úteis e também estou aplicando em alguns trabalhos – afinal, quem não está? Mas imagino que deve ter muito designer por aí marretando a mesmisse.

E você, o que acha disso?

Encontro de Arquitetura da Informação em BH

Trabalho há seis anos na mesma empresa e tenho pouco contato com outros profissionais do meio, além dos meus próprios colegas na mediadesign. Esse fato não me incomoda de forma alguma, mas é sempre bom conhecer pessoas que têm os mesmos interesses que a gente.

Eventualmente acontecem, no morno mercado de internet belorizontino, eventos legais que proporcionam encontros assim.

A partir da lista de discussão em português do Information Arquitecture Institute foi organizado o primeiro encontro dos profissionais de arquitetura da informação de Belo Horizonte, que aconteceu ontem. As mensagens desta lista estão acumuladas na minha caixa de e-mail, por isso eu não vi o pessoal combinando tudo. Ainda bem que o Eduardo, meu colega de curso, me avisou durante a aula.

A música na Livraria da Travessa acabou atrabalhando um pouco o papo, mas não nos impediu de conversar um bocado sobre assuntos variados e, principalmente… AI.

Descobri que há em Belo Horizonte uma outra empresa especializada em usabilidade e experiência do usuário, além da Latitude14.

Na turma estavam as meninas da Vila Rica – que têm a coragem de apostar na especialização em arquitetura da informação mesmo estando em BH –, o Sérgio Jardim – que eu conheço desde o workshop de usabilidade –, o Rafael Apocalypse – que também gosta do CodeIgniter e do Texpattern! – e, claro, o Eduardo Loureiro, que estuda design de interação comigo.

Foi algo bem informal – o que eu acho muito bom pra um primeiro encontro – e faltaram algumas pessoas que disseram que iriam, mas já ficou combinado de prepararmos outras seções mais focadas em assuntos específicos da AI. E eu vou tentar ir contando tudo por aqui…

Você quer um portal ou uma página?

Saiu hoje no Yahoo! News uma matéria sobre a enquete que supostamente elegeu as palavras de internet mais odiadas. Ganharam coisas como blog, netiquette, cookie e wiki. Me fez lembrar que também tenho duas palavrinhas que causam pelo menos coceira quando ouço: portal e página.

Chega a ser engraçado: muito empresário desavisado que quer refazer um site com um conteúdo mais abrangente que o anterior acaba concluindo que quer “criar o portal da empresa”. Como se portal fosse o superlativo de site. Vai entender…

Já a outra anda perdendo popularidade, mas vira-e-mexe a gente ouve por aí alguém dizendo que “tem uma página na internet”. Automaticamente me vem o comentário mental: “coitado… só uma?!”

É verdade que existem vários sites de uma página só que são bem legais, mas acho que não é bem isso que a pessoa quis comunicar.

Corrigir ou deixar pra lá?

Vídeo sobre acessibilidade na web

Se você ainda não viu, o vídeo Acessibilidade na web: custo ou benefício? pode ser assistido no Videolog do UOL ou baixado em vários formatos no site do grupo Acesso Digital.

É uma iniciativa extremamente importante que deve ser propagada e reforçada até que todos os profissionais ligados à web tomem consciência e passem a se importar de verdade com acessibilidade. Depende de nós ajudar nessa divulgação e, principalmente, colocar em prática essas idéias.

Americanas.com anda me incomodando

Venho tentando há mais de um mês, sem sucesso, fazer com que a Americanas.com pare de me enviar propaganda por e-mail.

Minha primeira tentativa foi usando o link para descadastramento que eles fornecem no corpo das mensagens, mas não funcionou. Na semana seguinte estava lá a propaganda, mais indesejada ainda.

A segunda tentativa foi desmarcar a opção de recebimento dentro do meu cadastro no site. Mais uma vez, nada.

Daí não vi outra forma, a não ser reclamar verbalmente, por meio do bom e velho e-mail. Mandei meus xingamentos pelo endereço do SAC e aguardei. Prontamente, no dia seguinte, recebi um e-mail de resposta… vazio.

Até conferi o código fonte pra saber se era um problema de exibição do Gmail, mas não era. O bicho estava vazio mesmo. De qualquer forma imaginei que esta resposta, apesar de não dizer nada, significava alguma coisa. Finalmente eu havia me livrado deles. Mais um engano.

E agora, Lombardi, qual é a solução? É simples, Sílvio: a partir de agora, todo e-mail deles que chega pra mim é spam e eu denuncio ao Gmail como tal. O bacana é que cada denúncia minha se reflete na forma que o Gmail trata as mensagens da Americanas.com para os outros usuários. Nada como a democracia dois-ponto-zero.

Isso me lembra um outro caso patético de desrespeito ao cliente.

Comércio eletrônico e custo de troca

No geral, minha primeira experiência de compra na Livraria Cultura foi muito boa. Pena que, ao preencher o formulário de cadastro e tentar continuar a compra a partir dali, recebi uma mensagem grande e vermelha no meio da tela: “Sessão Encerrada”.

Que sessão? Nem me cadastrei ainda e ele está dizendo que a minha seção encerrou?

Como já tenho uma noção de como esse negócio de sessão funciona, simplesmente tentei novamente. Mas imagino que o comprador comum da Livraria Cultura não tem a menor idéia do que é isso e ficaria suficientemente assustado para tentar a compra na “loja mais próxima”.

O cenário me remete a três conceitos passados hoje na aula de usabilidade:

  1. Você deve falar o idioma do seu usuário: ao invés de “Sessão encerrada”, eles deveriam explicar que devido ao tempo de inatividade, por segurança, o usuário deveria se logar novamente.
  2. Testar, testar e testar: assim talvez eles descobririam que o formulário está longo demais — levando muito tempo pra ser preenchido — ou que o tempo da seção está muito curto. Ou ainda melhor: não estabelecer uma seção se o usuário ainda nem está cadastrado no site, o que é mais uma falha técnica que funcional.
  3. Quanto menor for o custo de troca, maior deve ser a preocupação com usabilidade. Entenda-se por “custo de troca” o nível de esforço que seu cliente tem em trocar seu produto ou serviço pelo do seu concorrente. Talvez um site de comércio eletrônico seja o caso mais crítico de baixo custo de troca, já que a “loja mais próxima” nunca esteve tão perto.

O maior drop-down do mundo

Para publicar um anúncio no Jornal Balcão através do site, você deve encontrar a categoria que deseja colocá-lo num drop-down com, nada mais, nada menos que quatro mil quatrocentas e trinta e seis opções!